O gestor de TI possui uma das funções mais centrais no uso eficiente dos recursos e estratégias relacionadas à tecnologia em uma empresa. Independentemente do ramo de atuação do negócio, esses conhecimentos têm sido centrais na busca por melhores resultados. Porém, há muitos desafios para os gestores dessa área. Neste artigo, exploraremos seis deles. 

 

O que faz um gestor de TI? 

A gestão de TI é uma função relacionada, principalmente, ao gerenciamento das ferramentas e decisões de uma empresa no que se refere à tecnologia. Isso significa a identificação de problemas, busca por soluções, monitoramento dos usos e percepção de tendências de mercado, em um nível gerencial. Embora, em muitos casos, o mesmo profissional acabe acumulando designações, o ideal é que o gestor de TI não esteja preso às questões operacionais da rotina, mas mais próximo da governança geral da empresa. E isso nos leva ao primeiro desafio.

 

1 – Alinhamento com objetivos globais 

Um dos atributos do gestor de TI é funcionar como um mediador entre as necessidades e demandas do operacional e as expectativas e objetivos da governança. Ou seja, é preciso captar os potenciais e as limitações da infraestrutura, dos softwares, aplicações e dos recursos humanos da corporação, com aquelas metas estratégicas que ela pretende alcançar nos curto, médio e longo prazos. A chave, neste caso, é muito diálogo.  

Os membros da equipe precisam perceber a proximidade com o gestor para que possam comunicar dificuldades e oportunidades, da mesma forma que essa liderança precisa conquistar voz nas decisões institucionais. Em outras palavras, não adianta o corpo diretor estabelecer metas impossíveis de serem alcançadas pela equipe e, por outro lado, o desperdício de força de trabalho em sentidos conflitantes com a visão global do negócio dificulta a obtenção de bons resultados. 

 

2 – Garantir a segurança dos dados corporativos 

O gestor de TI é o responsável por garantir que está tudo bem, em relação à proteção contra ciberameaças, para que as operações da empresa continuem funcionando. Essa não é uma tarefa fácil, pois alia tanto uma atenção às tendências mais atuais do mercado, quanto um conhecimento profundo das operações da empresa.  

Aqui no blog, sempre enfatizamos a importância da realidade específica de cada companhia, pois um dos pontos fortes da segurança da informação é a flexibilidade das estratégias de proteção. Ou seja, é importante entender que todos os tipos de ações estão em curso para definir as melhores práticas de segurança. Dispositivos smart, por exemplo, que usam a chamada Internet das Coisas, tem sido um espaço de vulnerabilidade que merece atenção. Qualquer brecha pode ser fonte de grande dor de cabeça. 

 

3 – Manter os sistemas atualizados 

O terceiro desafio, muito associado ao segundo, é a preocupação com a atualização de todo o sistema de TI do negócio. Desde aplicações usadas, práticas dos funcionários, até os softwares de segurança. A evolução das ameaças digitais é rápida e o uso de plataformas datadas é um grave problema de vulnerabilidade. Então, cabe ao gestor identificar e persuadir a direção sobre a importância desse tipo de atualização, bem como engajar os funcionários nos treinamentos necessários. 

Outro ponto importante, nesse contexto, é o acompanhamento de normas e diretrizes internacionais de procedimentos de TI. Compreender as demandas e certificações necessárias para a operação sólida da empresa. Esse aspecto também está relacionado ao monitoramento dos contratos firmados com parceiros, como servidores na nuvem, provedores de conexão, entre outros. Esses pontos, às vezes, podem parecer detalhes, mas põe em risco todo o funcionamento da estrutura. 

 

4 – Estar atento ao BYOD 

A popularização de dispositivos tecnológicos aliada à busca por otimização dos custos das empresas tem feito crescer uma estratégia definida como “Bring your own device” (“traga seu próprio dispositivo”, em português). Há algumas vantagens nesse tipo de posição, sobretudo relacionadas à qualidade do trabalho e o aumento da produtividade dos funcionários. Porém, na prática, representa também a entrada de vários computadores, dispositivos móveis e produtos smarts na rede corporativa. Com eles, a rede pode ficar mais vulnerável a ataques. Por isso, é fundamental que o gestor esteja atento para definir políticas de uso, níveis de acesso e modos de certificação desses devices 

 

5 – Instigar funcionários antigos, reter talentos e prospectar reforços 

Se, como já dissemos, a gestão faz a interface entre operacional e estratégico, ela também atua conciliando infraestrutura e recursos humanos. Em parceria com o setor de Pessoal da companhia, é papel do gestor identificar limites e potências dentre os membros da equipe. Assim, reconhecer o conhecimento acumulado de funcionários antigos, perceber  as necessidades de atualização para se adequar a novas rotinas, estimular a criatividade daqueles que têm capacitar de pensar em novas soluções e definir que tipo de talentos são necessários em cada momento da empresa. 

Esse tipo de trabalho, demanda uma análise periódica do corpo de colaboradores da empresa. O delicado é criar um ambiente em que não se sintam ameaçados, mas dispostos a crescer. As dificuldades de contratação e demissão de funcionários é uma realidade brasileira. Portanto, investir naqueles que a empresa já conhece é um primeiro passo a ser levado seriamente em consideração. 

 

6 – Visão holística 

Integração é a palavra chave para empresas de sucesso. Aquela velha máxima de “vestir a camisa da empresa”, nesse sentido, não está associada a uma dedicação descompensada, mas ao esforço por fazer todas as engrenagens girarem com o mínimo de atrito. A gestão de TI entra nesse contexto com essa premissa que deve ser compartilhada por todos. Esse é um grande desafio, na medida em que não depende apenas de uma pessoa, mas de uma cultura organizacional. 

Porém, incentivar a proliferação desse olhar, da base ao topo do organograma, é uma função que pode ser feita por qualquer um e os resultados são garantidos. Minimizar conflitos e buscar entendimentos é o melhor caminho para um crescimento global sólido.  

Quer entender mais sobre a função do gestor de TI e sua importância para o sucesso de um negócio? Leia agora nosso artigo sobre a importância estratégica do CIO para as empresas.

 

Autor

Saulo Costa
Saulo Costa
Possui 9 anos de experiência em telecomunicações e infraestrutura de TI. Atua na elaboração de projetos para organizações governamentais e privadas. Possui as certificações profissionais CCNA R&S + Avaya ACSS + MCP + ITIL.