À primeira vista, o uso de softwares não licenciados (o famoso software pirata) pode parecer uma boa oportunidade de economizar. O hábito do improviso também pode tornar tentador chamar aquele técnico que sabe instalar os programas necessários para seu negócio sem custos. Mas, em muitos sentidos, esse é um barato que pode sair muito caro.

 

Tipos de licenças e pirataria

Em primeiro lugar, o que é um software pirata? Diferentemente de um produto físico, como um alimento ou um carro, os programas de computador são produtos que requerem licença de uso. Essas licenças são definidas pelos desenvolvedores e podem variar por tempo, serviço ou recursos.

Elas mudam de acordo com o modelo de negócios de cada desenvolvedor e estão salvaguardadas pela legislação brasileira. Os softwares piratas podem ser versões de menor qualidade de softwares de referência ou ainda artifícios para burlar os mecanismos de verificação e autenticação dos programas verdadeiros, podendo trazer muitas consequências indesejáveis.

 

Motivos para não instalar software pirata

Violação da lei

O primeiro motivo é muito básico: pirataria é crime. Está previsto na lei 9.609, de 1998, que dispõe sobre a propriedade intelectual de programas de computador. Se quiser, você pode ler a íntegra clicando aqui, mas o essencial é que a violação pode acarretar em multa ou até mesmo detenção de seis meses a dois anos.

Na prática, não adianta negar que a pirataria é um hábito tão péssimo quanto comum. Porém, há tantas vantagens e alternativas de usos adequados à legislação que optar por infringir a lei deixa de ser atrativo. Basta conhecer melhor os riscos e as soluções disponíveis.

E, é sempre bom lembrar, você é responsável por uma empresa e isso exige que aja corretamente.

Menos segurança

O software pirata é um uso distorcido do modo original como o programa foi desenvolvido. Então, isso tem consequências diretas na confiabilidade. Em várias situações você coloca seu equipamento e sua rede em riscos desnecessários de ataques. E isso acontece em várias etapas.

A primeira delas é logo no download. Você não irá encontrar versões piratas em sites 100% confiáveis. É preciso acessar páginas pouco seguras ou fazer download de arquivos duvidosos. Um recurso muito utilizado são os crackers, programas que emulam senhas falsas. Não é possível garantir que esses executáveis valham o voto de confiança. Você está, literalmente, executando um software que promete uma violação da lei. Ou seja, se foi criado com intenções de má-fé, por que parar na senha falsa? Por que não capturar os dados, infectar o computador ou oferecer acesso remoto a criminosos?

Além disso, quem já buscou programas desse tipo, conhece bem os sites. São dezenas de pop-ups, botões falsos de “download”, redirecionamentos etc. O risco de clicar querendo um software, mas terminar recebendo um arquivo indesejável é alto. É o clássico ataque do tipo phishing. As exposições a ciberataques são inúmeras.

Reputação da marca

Bons gestores precisam se acostumar com a ideia de que uma empresa não comercializa apenas produtos e serviços. Esse é o básico. O diferencial competitivo está mesmo na relação que se estabelece com os clientes e as experiências positivas que cada indivíduo pode vivenciar junto com a marca.

Nesse sentido, a repercussão de usar softwares pirateados pode ser muito danosa entre os clientes e clientes potenciais. Isso também reflete nas parcerias possíveis, já que dificilmente uma empresa de qualidade estará disposta a se associar com outra que viole deliberadamente as leis.

Além disso, lembre-se de que você coloca sua empresa em risco, assim como seus clientes, que podem ter dados vazados. No contexto da Lei Geral de Proteção de Dados isso se torna ainda mais crítico.

Falta de assistência técnica

Outro ponto crítico de usar softwares sem licenciamento adequado é abrir mão da assistência técnica oferecida pelos desenvolvedores. Quando uma solução tecnológica tem uma pane, é necessário contar com a melhor ajuda possível, de quem desenvolveu ou aqueles que são capacitados por eles. Afinal de contas, em momentos de crise, cada segundo é essencial para minimizar os impactos nos resultados.

Os programas piratas frequentemente inibem qualquer contato com os desenvolvedores que, por sua vez, também optam por não assessorar aqueles que burlam seus modelos de negócio. Abrir mão disso é um tiro no escuro que tem grandes chances de sair pela culatra, ainda mais quando o assunto são informações corporativas sensíveis e de grande valor agregado.

Investimento em prol da tranquilidade

Em linhas gerais, uma licença adequada para os softwares de sua empresa é um investimento para evitar dores de cabeça. Para manter os dados bem protegidos, garantir o funcionamento adequado de todos os programas, contar com assistência técnica e, principalmente, não cometer crime.

Conforme já citamos, há vários tipos de licenciamento. Há, inclusive, ótimas opções de softwares de licença gratuita em muitos segmentos, como edição de imagens, programas de escritório etc. Ou, por outro lado, os chamados Software as a Service (SaaS), ou seja, programas que você paga apenas quando utiliza o serviço.

 

Em todo caso, cada empresa tem sua própria realidade. E contar com parceiros que possam ajudar a diagnosticar quais softwares você precisa e quais os tipos de licenciamento que oferecem o melhor custo-benefício é uma ótima alternativa. Conte com a Any Consulting para isso! E, caso queira saber um pouco mais sobre segurança de sua empresa, leia nosso artigo “Empresa sem firewall? Saiba quais os riscos

Autor

Marney Muller
Marney Muller
Formado em Administração de Empresas pela UFRGS, com mais de 20 anos de experiência e atuação no ramo corporativo de Tecnologia. Possui a certificação de negócios Cisco Business Value Specialist.